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The soc.subculture.bondage-bdsm FAQ List
O pessoal SM está sujeito a constrangimentos
políticos e sociais?
Como toda sexualidade alternativa, o SM é estigmatizado
de várias maneiras pela maioria da sociedade.
Em casos extremos, os praticantes de SM são
processados legalmente ou perseguidos por pessoas
que também gostariam de processá-los.
Esta seção da FAQ descreve algumas dessas
batalhas decorrentes.
O caso Spanner
Primeiro, a ação anti-SM mais séria
em anos: o caso Spanner. Na Inglaterra, em 1992, dezesseis
homens que estiveram em uma festa SM foram acusados
de estupro, apesar do fato de tudo o que aconteceu
na festa tenha sido completamente consensual. A sentença
foi de quatro a seis anos na prisão.
A defesa apelou e alcançaram a suprema corte
na Inglaterra, que liderou um julgamento com as piores
e mais imprecisas concepções populares
sobre o BDSM, ignorando tudo que é amplamente
conhecido, como o seguro e o consensual. Este julgamento
foi uma ridicularização dos direitos
humanos e transcorreu de maneira cega no que se refere
a fatos médicos e psicológicos; enfim,
de uma ignorância prejudicial.
Os homens envolvidos estão agora tentando levar
o caso a Corte Européia dos direitos humanos.
Eles precisam de qualquer e toda assistência.
Uma organização chamada "Countdown
on Spanner" foi formada para lutar em favor do
apelo durante o tempo que for necessário.
Countdown on Spanner pode ser contatado através
do Snail Mail; C/O Central Station, 37; Wharfdale
Road London; N1; Great Britain. Ou entre em contato
via e-mail: phas@siva.bris.ac.uk. Há também
a Spanner
web page.
Censura Canadense
Outra situação que demanda atenção
é a censura que está sendo praticada
pela alfândega canadense. O Canadá não
tem uma legislação alfandegária
em vigor e a alfândega tem capturado materiais
eróticos relacionados a gays e lésbicas
e especialmente os relacionados ao SM, evitando que
cheguem às lojas de livros no Canadá.
Esta ação arbitrária faz com
que a sobrevivência dessas livrarias seja muito
difícil. O governo canadense, através
da alfândega, está calando as vozes daqueles
que querem falar sobre sexualidade.
A Livraria Little Sisters, de Vancouver, está
processando a alfândega, afirmando que a alfândega
não deveria ter o direito de deter livros sob
a suspeita de obscenidade. Se o caso for ganho, a
obscenidade deverá ser determinada pela corte,
não pela alfândega. Não está
de todo certo que o caso será vencido; uma
decisão recente da Suprema Corte no Canadá
usou uma linguagem de uma ativista americana anti-pornografia,
Catherine MacKinnon, para definir o material pornográfico
como "violento" ou "degradante"
para mulheres. Tais leis podem ser usadas para evitar
que QUALQUER material SM seja publicado - e é
exatamente esse o intento. MacKinnon e Andrea Dworkin
têm lutado constantemente por tal legislação
nos EUA. O caso do Canadá é, por isso,
muito relevante para os americanos que praticam o
SM.
Se você puder contribuir, por favor, escreva
para Little Sisters Defense Fund, 1221 Thurlow Street,
Vancouver, British Columbia, Canada V6E 1X4. O caso
custará muito caro e toda ajuda é necessária.
América
A América tem sua parte de opressão
oficial contra o SM, embora se pense que não
seja tão séria como no caso Spanner.
Os clubes SM ainda são associados pela mídia
a sexo inseguro, mesmo que o clube exija ou não
sexo seguro (como a maioria faz). É claro,
a ignorância existente sobre o SM consensual
leva à mesma opressão sofrida pelas
pessoas que produzem material erótico, sejam
vídeos, revistas ou fotos. As taxas legais
procedentes de obscenidades, cobradas pelo governo,
podem colocar um pequeno produtor ou editor fora do
negócio antes que o caso seja resolvido. Por
exemplo, filmes envolvendo bondage junto com sexo
são essencialmente censurados neste país,
por causa de tal ação do governo.
E, acima de tudo, aprenda você mesmo sobre as
realidades do SM, como oposição aos
mitos. E fale aos outros, contra a opressão
nascida da ignorância.
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Criado em 10 de Agosto de 1995; última atualização
em 31 de Julho de 1997. Copyright de Rob Jellinghaus.
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