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Direitos de uma escrava
Autora anônima
Tenho
o direito de colocar limites e de esperar que estes
sejam respeitados.
Tenho o direito
de modificar esses limites a qualquer momento, sempre
avisando o meu Senhor com antecedência. E tenho
o direito de esperar que meu Senhor estabeleça
seus limites, ajudando-me a superar os meus, criando
novas situações.
Tenho o direito
à privacidade. Espero que meu Senhor esteja consciente
do tempo que passamos longe um do outro, mas entenda
que sou uma pessoa separada dele e que tenho problemas
e situações na minha vida para os quais
não requisitarei a sua ajuda.
Tenho o direito
de esperar que o meu Senhor respeite minha independência
e que eu não seja criticada por isso.
Tenho o direito
de pedir sua ajuda sempre que a precise.
Tenho o direito
de ser acreditada e de esperar que me considere uma
pessoa inteligente, cuidadosa e fiel.
Tenho o direito
de perguntar coisas sobre o meu Senhor e de que escute
minhas questões.
Tenho o direito
de pedir sua atenção, sem ter que me sentir
mal por isso.
Tenho o direito
de pedir que contribua para o nosso relacionamento,
tanto quanto eu o faço. Assim como minhas súplicas
também sejam atendidas, esperando que meu Senhor
as considere, como faria em relação a
qualquer amigo ou colega.
Tenho o direito
de perguntar quais os motivos dele não atender
as minhas súplicas, porém com o devido
respeito.
Tenho o direito
de esperar que ele administre seu castigo com cuidado
e precaução. E tenho o direito de pedir
que pare a qualquer momento, se considerar necessário.
Tenho o direito
de levantar e ir embora de uma sessão se o meu
Senhor não respeitar meus limites.
Tenho o direito
de esperar que respeite minhas decisões e que
não pense mal de mim ou me abandone por esse
motivo.
Tenho o direito
de reclamar se considerar que nosso relacionamento não
me dá o que preciso.
Tenho o direito
de dizer o que preciso de uma maneira respeitosa.
Tenho o direito
de esperar que entenda meus motivos e que seja ouvida
com a mente aberta. E tenho o direito de abandonar o
relacionamento se não conseguirmos chegar a um
acordo nessas questões.
Tenho o direito
de esperar carinho, amor e uma completa compreensão
depois de uma sessão.
Tenho direito
de pedir carinho se tive um dia ruim ou se sinto que
necessito de uma atenção especial. Sei
que existirão momentos em que discordaremos sobre
esse assunto - por exemplo, quando o Senhor quiser uma
sessão e eu não. Mas tenho o direito de
exigir uma conversa sobre isso e esperar que ele me
escute e considere meus motivos.
Espero que
o meu Senhor tenha a palavra final, mas também
espero sua compreensão ao considerar meus sentimentos,
sejam eles quais forem.
Tenho o direito
de esperar que o nosso relacionamento progrida, que
nossa confiança sempre se renove e que nossas
mentes estejam tão perto como estão nossos
corpos.
Tenho o direito
de dizer se necessito mais do Senhor e esperar que ele
respeite minhas decisões sobre o que quero e
o que preciso. Espero que meu Senhor deseje que nosso
relacionamento avance, a não ser que, antes,
ele decida o contrário.
Espero que
ele entenda que essa profunda confiança pouco
a pouco se converte em amor e espero que não
me evite se digo que o amo. E tenho o direito de esperar
que me diga, a qualquer momento, se não pode
corresponder a esses sentimentos, para que eu decida
sobre o que quero e o que preciso.
É por
isso que o prazer do meu Senhor aumenta o meu prazer,
tornando-o real e permitindo que o meu junte-se ao seu.
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