Essa
é uma questão importante no universo
da entrega do macho à Dominação
Feminina. Algumas prerrogativas são muito
importantes para que isso ocorra. E tais prerrogativas
são inerentes às pessoas envolvidas
na relação:
· Vontade bem estabelecida
e consciente (determinação) de se
manter tal tipo de relação (Dominação
Feminina) como estilo de vida, de ambas as partes
(Dominadora e submisso).
· Honestidade em seguir as
regras acordadas (consenso).
· Disponibilidade de tempo
para a relação (Aqui o ideal é
a convivência cotidiana entre a Dominadora/submisso,
que se conhece comumente por 24/7).
E, é claro, ter como princípios
básicos, o que chamo de 7 pilares da Dominação
Feminina - cumplicidade, confiança, coragem,
obediência, respeito, lealdade, tudo isso
embasado num sentimento de amor desprendido.
Essas prerrogativas são imprescindíveis
para que o que o método que desenvolverei
neste e nos artigos subseqüentes de abril
e maio seja passível de dar prazer a ambos
os parceiros da Dominação Feminina
heterossexual.
MANTENHA O SUBMISSO SEMPRE NO
LIMITE
O
princípio básico é manter
o submisso sempre excitado, no limite do orgasmo.
Isso significa que a Dominadora pode modificar
comportamentos do submisso mantendo-o (quase)
sempre entre a frustração e a satisfação
sexual.
Este
talvez seja o método mais próprio
da Dominação Feminina. Dominar e
controlar o sexo do submisso, em outras palavras,
prender o homem pelo seu ponto mais fraco, o sexo.
E é um método que
também não esconde algum perigo
para a relação, daí ser necessário
que os pressupostos listados anteriormente sejam
bem estabelecidos pelos parceiros da relação.
Se um homem está sexualmente frustrado,
ele tentará obter alívio de alguma
forma, seja através de masturbação
(não consentida pela Dominadora), seja
mesmo através de "aventuras"
fora da relação. Por outro lado,
um homem sexualmente satisfeito geralmente perde
o interesse, mesmo que por algum tempo, em manter-se
"ligado" na relação D/s,
falhando em atender os desejos e caprichos de
sua Dominadora, mesmo que recebendo punições
em razão disso.
Achar o ponto de equilíbrio
entre frustração e satisfação
sexual do submisso é um dos maiores desafios
da Arte da Dominação Feminina. E
esse ponto de equilíbrio fica em algum
lugar entre a "irritabilidade" que o
submisso passa a mostrar em razão da frustração
sexual que se segue ao estímulo sexual
quase que constantemente presente (limite inferior)
e a "preguiça" que toma conta
do homem sexualmente satisfeito (limite superior).
Quando um homem não está tendo sexo
de modo suficiente para ele (o que é muito
variável de pessoa para pessoa) geralmente
torna-se irritadiço e "ausente",
desatento. Neste caso, a Dominadora deve ordenar
algumas tarefas (domésticas ou mais ligadas
à sua (dela) satisfação pessoal,
como massagem nos pés e/ou no corpo, fazer
as unhas, alisar os cabelos, etc.) , e então
satisfazê-lo sexualmente, sempre segundo
a maneira que Ela escolher.
E, ao contrário, para evitar
um "excesso" de satisfação
sexual para seu submisso, a Dominadora deverá
usar meios de mantê-lo excitado quase sempre,
sem que seja permitido que ele atinja uma satisfação
sexual completa. Tais períodos são
entremeados, sempre ao acaso, de permissão
para que ele tenha orgasmos plenos, sempre do
modo que a Dominadora determinar. Mas, mesmo com
tal metodologia, o submisso tornar-se preguiçoso
e desatento, somente o tempo deverá afastar
esse tipo de comportamento indesejado na relação
D/s. Mas, neste caso, a intensificação
de estímulos sexuais seguidos de frustração
deverá ser buscada.
Estímulos sexuais freqüentes
durante o dia são a melhor maneira de despertar
sexualmente e manter o submisso atento. Após
ele completar tarefas triviais já determinadas
há tempos pela Dominadora, como lavar louças,
arrumar a cama, cumprir alguma ordem simples,
como buscar um copo d´água, fazer
o café, tirar a mesa de jantar, etc. etc.,
a Dominadora pode mostrar sua aprovação
com um beijo erótico e uma carícia
nos genitais do submisso, até que este
mostre ereção. Isso significará
estímulo positivo a ele, e começará
a construção de um novo período
de excitação prolongada. (Aqui poderia
caber uma discussão entre teorias psicológicas
comportamentais - "behaviorismo" - e
outras teorias psicológicas que possibilitem
mudanças atitudinais por parte dos parceiros
de uma relação D/s. Este não
é o escopo do artigo, mas devo aqui assinalar
que a mudança comportamental obtida através
de estímulo/resposta geralmente pode ser
obtida, mas é fundamental que a Dominadora
e o submisso tenham, ao longo do desenvolvimento
da relação, o "insight"
de se entregarem e de introjetarem tais papéis).
Tais gestos servem para associar
o comportamento que a Dominadora quer modificar
com o sexo, reforçando assim que o submisso
procure manter seus esforços em satisfazer
os desejos e caprichos da Dominadora. E quando
a Dominadora decidir satisfazer seu submisso sexualmente,
ela deve permitir que, primeiro ele a satisfaça,
e depois que ele atinja o orgasmo, sempre do modo
que ela comandar.
No próximo artigo, continuarei
este tema discorrendo sobre algumas técnicas
que uso para manter meu escravo pessoal nesse
estado de excitação e frustração
sexual prolongada.
E, como sempre, peço que
as pessoas interessadas façam questões
e/ou comentários sobre este tema, e que
mandem tais demandas a mim, através do
e-mail abaixo. Tais "feedbacks" são
importantes para ajudar a esclarecer e discutir
pontos que necessitem maior aprofundamento.