Retomando minha colaboração com
o Desejo Secreto, transcrevo a seguir uma enquete
realizada com Dominadoras que vivem, com seus
maridos submissos, a Dominação Feminina
como estilo de vida. Participei dessa pesquisa,
publicada por S & J na lista de discussão
"FemDom Mariage" um grupo de discussão
msn.com. Os comentários que faço
estão em itálico.
O universo da Dominação Feminina
é abordado nesta enquete em 16 itens, especialmente
quanto a aspectos conceituais bastante relevantes
na matéria.
Enquete
com Dominadoras que vivem a Dominação
Feminina como estilo de vida.
1. Grupo etário: 23% das mulheres
abaixo de 30 anos de idade; 31% entre 30 e 40
e 46% maiores que 40 anos.
Observe-se que a maioria das Dominadoras que
responderam a enquete e que vive esta relação
é maior de 40 anos. Isso é natural
em minha opinião. Para que se possa ter
um controle total da situação, de
si e do outro que se submete, a Dominadora deve
ter um alto grau de conhecimento de si mesma,
do outro, e uma bem desenvolvida auto-estima.
Os problemas básicos, tais como as carências
afetivas, sociais e financeiras, devem estar já
trabalhados ou resolvidos. A Dominadora deverá
ter um bom repertório de experiências
de vida, especialmente na relação
Mulher-homem, e isso só se obtêm
e se apreende com o acúmulo de situações
vividas.
2. 38% das mulheres disseram ter um papel
100% dominante no casal. 46% declararam que elas
freqüentemente têm o controle mas ocasionalmente
o submisso detém algum controle sobre a
vida do casal.
Segundo minhas próprias experiências
e as de muitas Dominadoras que conheço,
gostamos de homens ativos, inteligentes, atuantes.
É aconselhável que para os submissos
que estejam neste perfil, sejam delegadas situações
onde suas habilidades possam ser valorizadas,
o que poderia parecer que eles comandam alguns
dos setores da vida do casal. Mas lembre-se que
as habilidades do submisso e suas orientações
na execução dessas habilidades são
sempre voltadas para a satisfação
de sua Dona e Senhora, portanto para o benefício
da Mulher, e conseqüentemente, do casal que
Ela comanda. Assim, o controle ocasional de alguma
situação pelo submisso é
apenas aparente, ou seja, não é
real.
3. Quanto aos tipos de problemas mais recorrentes
no estilo de vida do casal, as respostas mais
comuns eram as de que elas subestimaram as necessidades
dos maridos submissos. Tais necessidades são
as dos maridos sofrerem demonstrações
freqüentes de domínio e a importância
de dominá-los através de expressões
físicas. Elas também notaram que
o tempo e a energia para se dedicarem a dominar
os companheiros poderia também ser um problema.
"Uma vez que eu reconheça que
ele precisa de lembranças freqüentes,
e que eu aceitei a responsabilidade pelo sucesso
da relação, os problemas desapareceram.
Controlando o apetite sexual dele eu o controlo.
A sexualidade de um homem está no centro
de sua masculinidade".
Gosto de comentar que o homem é escravo
do que traz entre suas pernas,
de sua ansiedade e de sua premência sexual.
Quando nós, Mulheres, dominamos sua sexualidade,
temos o macho em nossas mãos. Punições
e castigos corporais servem para pontuar esta
lembrança e deixá-los sempre atentos
para onde o pêndulo da relação
deve apontar.
4. A maioria das mulheres declara que elas
se sentem mais dominantes quando dominam seus
maridos sexualmente; muitas fazem a penetração
anal nos submissos; outras preferem manter seus
homens em um estado de frustração
sexual. Igualmente popular foi a administração
de castigo. Para citar uma resposta comum: "Quando
eu o domino sexualmente sei que ele fará
qualquer coisa que mande. Assim desfruto de todos
os outros benefícios e essa é a
razão pela qual propus este estilo de vida
originalmente. São as emoções
sexuais que o mantêm debaixo de meu dedo
polegar".
Realmente a tríade domínio
sexual, frustração sexual e administração
sistemática do castigo (que deve ter intensidade
variável conforme a razão que desencadeou
a punição) são elementos
indispensáveis para deixar o submisso afinado
e cantando no tom, no ritmo e na harmonia determinada
por nossa batuta.
5. 54% das mulheres declararam ter compartilhado
detalhes da relação que mantém
com seus maridos submissos com pelo menos uma
amiga delas.
É muito importante partilharmos nossa
intimidade com alguma amiga especial, não
somente aquela que concorda com nossas posições,
mas principalmente com aquela que sabe ouvir,
e sempre fará um contraponto questionador
e enriquecedor, sem preconceitos, é claro!
É importante se ter uma amiga sincera,
tanto no meio D/s, como no mundo "baunilha".
Essas amigas mostram referenciais externos, que
muitas vezes nos passam desapercebidos. A Dominadora
deve ter o cuidado de não ser presa de
seu próprio domínio, e nada melhor
que uma "verdadeira amiga" para se ter
um referencial da realidade.
6.
As exigências mais comuns aos maridos submissos:
Todas exceto duas das mulheres exigiram que seus
homens assumissem a maioria das tarefas domésticas.
Somente metade das mulheres declara que o serviço
sexual era uma exigência regular. A Feminização
foi mencionada por poucas mulheres e incluiu a
obrigação de seus maridos submissos
usarem vestimentas femininas em grau variado.
Uma mulher mencionou submeter seu homem ao treinamento
com tampão vaginal no ânus.
Como pode ser depreendido desta resposta não
existem regras fixas a seguir. O que vale, o importante
neste tipo de relação é o
prazer da Dominadora como centro, como norte.
E esse prazer varia em tipo e graus de intensidade
de acordo com a personalidade, com o estilo de
cada uma, tudo dentro do vasto repertório
de caprichos e desejos que cada Mulher Dominante
possui.
7. 54% declararam que jogos de fantasia estavam
incorporados na relação.
O jogo, o lúdico, está intrinsecamente
ligado ao prazer. A liberação de
estruturas bioquímicas (adrenalina, serotonina,
prostaglandinas, endorfinas, etc.) é desencadeada
pela mistura de elementos como tensão,
ansiedade, medo, prazeres provocados por olhares,
cheiros, sons, etc. Esses estados emocionais,
mediados pela bioquímica da psique e do
corpo de Dominadoras e submissos, fazem a alquimia
do jogo D/s. Portanto, quando se deixa de "brincar",
de "atuar", a relação
frustrada, deprimida, toma posse da vida do casal.
Sou de opinião que esta é também
a tônica que deve existir em qualquer tipo
de relação de casal, e deve ser
sempre buscada especialmente nos que escolhem
a Dominação/submissão como
estilo de vida. Portanto, para uma relação
saudável, rica, feliz, duradoura, deve-se
incrementar jogos e rituais que permitam a realização
de fantasias da Dominadora, do submisso e do próprio
casal.
8.
Com relação a métodos de
disciplina e controle dos parceiros, a resposta
mais popular foi sem dúvida a administração
de uma surra. Outros métodos incluíram
feminização e humilhação,
controle das atividades sexuais do marido e tempo
de castigo no canto da sala. "Surras
e meu controle sobre suas atividades íntimas.
Descobri que quando ele está excitado é
quando fica particularmente atento às minhas
necessidades. Agora eu somente permito que ele
tenha orgasmo uma vez por semana, embora ele tenha
a certeza de que eu estou muito mais freqüentemente
satisfeita sexualmente. Às vezes o orgasmo
dele só é permitido por masturbação,
executada ou por mim ou por ele próprio,
e nessas ocasiões eu o mando lamber todo
o líquido orgástico só para
que ele tenha sempre a certeza e não se
esqueça de quem está no controle.
Eu também tenho praticado as técnicas
de ordenha através de massagem prostática
com graus variados de sucesso nessa prática".
A surra, em suas diferentes formas, é
um dos métodos que promovem maior grau
de excitação para a Dominadora,
e de alcance do espaço mental de submissão
para o macho (eis aqui novamente os componentes
bioquímicos). É o prazer e a dor
de ambos (no caso da Dominadora os músculos
cansados pelo resultado de sua ação
de ministrar a surra) que se misturam. Por outro
lado, a Dominadora descarrega corporalmente seus
impulsos dominantes, ocorre excitação
sexual, e algumas vezes até sensações
orgásticas (repare no semblante, no olhar
de Uma Dominadora na ação de surrar
um submisso) Já o escravo/submisso, receptáculo
de todo esse desejo, aprofunda em sua mente (e
muitas vezes na excitação explícita
demonstrada pela ereção peniana,
especialmente os submissos bem condicionados a
treinamento de prazer e dor) sua condição
de entrega à Mulher que detém o
poder sobre ele, e isso o faz transcender. Por
isso a surra é um dos métodos mais
usados na Dominação Feminina, enquanto
treinamento e condicionamento do submisso. Por
outro lado, o controle e a frustração
sexual mantém o submisso sempre atento
às necessidades de sua Dona. Este é,
no meu entender, o método mais eficaz no
desenvolvimento da submissão e da entrega
do macho à Mulher que o domina. A permissão
para o orgasmo do submisso também não
deve seguir regras rígidas de periodicidade
e de forma. O submisso deve sempre ignorar como
e quando ele vai ter permissão de gozar.
Isso depende sempre da condição
aleatória que varia com o desejo de sua
Dona. Portanto, excitação e frustração
sexuais prolongadas constituem o melhor método,
em minha opinião, de se controlar o macho
submisso.
9. Entre as mulheres pesquisadas, os livros
foram o tipo mais popular de material de referência;
"A Arte Sensual de Domínio Feminino"
e "O Manual da Dominadora" foram os
mais freqüentemente mencionados.
Dos
dois livros citados, tenho e já li o "Mistress
Manual", de Lorelei. Como em qualquer atividade
humana, a educação é fundamental.
Livros são sempre bem vindos, pois trazem
a possibilidade de uma leitura atenta, permitindo
acessos repetidos a determinados tópicos,
o que traz sempre maior possibilidade de agregação
de conhecimento. Em minha página http://www.helgavany.org
, na seção Artes, coloquei uma
lista dos livros que utilizo como bibliografia
em Dominação Feminina e BDSM em
geral. O "Mistress Manual", de Mistress
Lorelei está entre eles, é um guia
muito útil na prática de métodos
de treinamento de submissos. É um livro
já "clássico" na chamada
educação para a "disciplina
doméstica para Mulheres Dominadoras".
É mesmo excelente para guiar as relações
de Dominação Feminina heterossexuais
no ambiente doméstico. Os ensinamentos
de técnicas de castigos corporais são
bastante pertinentes e eróticos. Destaco
também os livros: "My Private Life
- Real Experiences of a Dominant Woman" de
Mistress Nan, onde ela conta a vida privada de
uma Dominadora não-profissional, mãe
de família e que tem uma vida profissional
de sucesso. Os relatos são verdadeiros
e cheios de conteúdo erótico. Finalmente
"The Bottoming Book" ou, "How to
Get Terrible Things Done to You by Wonderful People",
de Easton, D. & Lizst C.A., duas praticantes
SM não-profissionais, uma delas terapeuta
(Easton) e a outra profissional de marketing e
escritora que também adota o nome de Lady
Green. Este livro é um autêntico
manual para o submisso, muito bem-humorado, e
cheio de "dicas" para agradar a Dominadora
(e a ele também), mesmo em condições
as mais "adversas".
10. Qual o principal atrativo da dominação?
85% declararam que elas desfrutam de atenção
extra em razão da posição
do poder e de controle que exercem sobre seus
homens. Várias citaram grande melhoria
na esfera sexual. "Sou tratada como se
eu fosse a coisa mais importante na vida dele.
E é uma vergonha que eu ainda tenha que
manter a memória dele sempre viva em não
se esquecer de quão importante eu sou para
ele".
Todos os elementos citados são muito
atrativos para a Dominação do macho,
mas para mim é deixar o livre fluir da
arte de viver o Feminino em toda sua plenitude.
E esse ponto é extremamente contemplado
na essência da Dominação Feminina.
Ou seja, a Mulher deve simplesmente ser em todo
seu potencial Feminino, sem se importar com expectativas
projetadas ou esperadas pela sociedade em geral,
e por seu homem em particular.
11.
62% das mulheres responderam que elas preferem
comandar, ao invés de conquistar, seus
parceiros.
A conquista geralmente é o primeiro
passo; o comando vem em seguida com o reconhecimento
mútuo da necessidade de ambas as partes
em Dominar e se submeter. Costumo distinguir a
Mulher mandona, controladora e/ou autoritária
da Mulher Dominadora. Esta manda e controla, não
como o objetivo final, mas simplesmente como meio
da exteriorização de seu Domínio,
que não precisa ser autoritário,
mas exercido com autoridade de quem detém
o poder sobre o casal. A Dominação
Feminina é, para mim, a síntese
aperfeiçoada desses elementos muito presentes
na personalidade feminina. Mandar por mandar,
controlar na vã esperança de quem
se acha supervisionando atos e vontades do outro,
é bastante diferente de comandar, de ser
obedecida com respeito, lealdade e amor.
12. Quando interrogadas sobre os 3 maiores
medos que sentem em manter uma relação
da Dominação Feminina em tempo integral,
quase a metade das entrevistadas mostrou-se preocupada
em não conseguir satisfazer as expectativas
do parceiro. Aproximadamente 25% delas expressaram
preocupação sobre ter este tipo
de relação descoberta. "Parece
que ele não será satisfeito porque
eu não posso achar todo o tempo necessário
para realmente me dedicar a ele. Nossas filhas
descobrirão e pensarão que o pai
delas é uma pessoa fraca e que seus pais
são esquisitos. Ou que outra pessoa descobrirá
e a relação deles se tornará
um festival de fofocas sórdidas em toda
a vizinhança".
As respostas enfocam duas questões
que estão quase sempre presentes na mente
das Dominadoras que têm uma relação
estável no estilo de vida da Dominação
Feminina. Aqui entra a discussão de como
manter a relação D/s num cotidiano,
onde outros eventos estão presentes, especialmente
os decorrentes das relações com
a família e com a profissão das
Dominadoras e de seus machos submissos. Viver
a Dominação Feminina como estilo
de vida depende de uma escolha discutida e estabelecida
pelo casal. Portanto a satisfação
mútua é imperativa. Como casal,
não é a satisfação
de um só lado. E como a Dominadora tem
seus caprichos e desejos grandemente satisfeitos
pelo submisso, é natural que ela se questione
se está também satisfazendo as expectativas
do parceiro. Estas podem ser resumidas no desejo
de submissão à Mulher, na entrega
que o homem submisso faz de sua vontade, especialmente
a sexual, para aquela que se tornou detentora
do poder do casal. E, se para manter esse estado
a Dominadora utilizar os métodos do estímulo
e da frustração sexual, com o controle
da sexualidade do macho, associada a punições
corporais disciplinadoras, ou mesmo de "manutenção
da demonstração do Poder Feminino"
, a grande maioria das expectativas do homem submisso
estará satisfeita. A "descoberta"
de uma relação de Dominação
Feminina por parentes próximos ou por pessoas
apenas conhecidas, é preocupante. Tenho
parentes próximos, que não sabem
dos papéis desempenhados por nós
na relação. Percebem que formamos
um casal "diferente" da maioria dos
casais que conhecem e que exerço um papel
dominante na relação. Vejo que depende
em muito da atitude tranqüila do casal FemDom,
em assumir esse estilo de vida, com discrição,
mas sem tentar "esconder" a realidade
da relação daqueles que são
mais próximos. Para outras pessoas que
não fazem parte de nosso círculo
mais próximo, a necessidade de que conheçam
a "intimidade do casal" inexiste, e
evitamos qualquer demonstração de
sermos um casal "diferente" para tais
estranhos.
13. Quando se perguntou quais os maiores benefícios
da mulher manter o controle da relação,
melhoria da auto-imagem e satisfação
sexual foram as razões mais apontadas.
Auto-imagem e satisfação sexual
são peças fundamentais para a realização
de qualquer pessoa. A Mulher que consegue ter
uma boa auto-estima e estar sendo satisfeita sexualmente
consegue escrever e re-escrever sua história,
sem que os paradigmas culturais bloqueadores e
limitantes impostos pela cultura patriarcal machista
possam prevalecer. Esse caminho é bastante
facilitado se o poder decisório do casal
está nas mãos femininas.
14. Mais da metade das mulheres declararam
que a vontade delas em ter o controle foi o principal
fator que contribuiu para o sucesso da relação.
Para verdadeiramente ser um sucesso, o desejo
da mulher para continuar na relação
precisa ser igual, ou até mesmo mais forte,
que o de homem. "Sempre que você lhe
pediu que faça algo ou o desafiou a provar
a submissão dele, não aceite ' não'
como resposta, não importa o que você
tenha perguntado a ele".
Concordo com a primeira parte da questão.
Sim, depende da vontade da Mulher em manter a
relação de Dominação
Feminina. Mulheres que não se adaptam,
por qualquer razão, neste estilo de vida,
fazem com que a relação seja fadada
ao insucesso. No entanto, parece-me equivocada
a forma como está respondida a segunda
parte da questão. A Dominação
Feminina pode e deve ser vivida sem o sentido
competitivo entre a Mulher dominante e seu macho
submisso. O que mais importa é a Mulher
viver toda sua plenitude Feminina, alavancar no
casal os valores Femininos, como o acolhimento
do parceiro, como um racional que seja também
guiado por sentimentos e valores mais humanitários,
éticos e estéticos, em detrimento
dos valores masculinos da agressividade e da competição
desenfreada. Somente ela, enquanto mulher, enquanto
"Femina", pode viver e mostrar como
o homem pode realizar-se também vivendo,
como coadjuvante imprescindível, esse outro
paradigma que ainda lhe é desconhecido.
O macho submisso, suporte do prazer da "Femina",
também aprende a usufruir desse prazer,
novo para ele, mas que é amplificado se
ele se submeter a e aprender o significado da
"alma" Feminina.
15.
A pergunta final para mulheres foi: o que seu
parceiro poderia fazer para as ajudar a exercer
uma melhor dominação. Em geral,
essas mulheres envolvidas em relações
mais duradouras e mais seguras parecem encarar
com satisfação desafios ocasionais
de seus parceiros. Foram poucas as mulheres dominantes
que desejam exclusivamente um escravo passivo.
As mulheres menos seguras no papel que desempenham
como dominadoras parecem pertencer à categoria
das que gostam de estar sós.
Desafios são sempre importantes no
crescimento das relações, e a Dominadora,
assim como o submisso, não estão
prontos e acabados. A dinâmica da relação
alimenta o interesse e o crescimento constante
dos parceiros na Dominação Feminina.
O submisso não há de ser algo passivo,
um "saco de batatas" ou de "pancadas".
O homem submisso deve ser alguém com vontade
própria, atuante, criativo, empreendedor,
mas que tenha a coragem de entregar a nós,
Dominadoras, esse potencial para ser administrado
e orientado por nós, Mulheres, nas ações
que acharmos mais condizentes com o desenvolvimento
dele e do casal. Muitos homens que se sentem fracos
ou impotentes na vida, pensam que são submissos
ou escravos; ledo engano. Costumo dizer que para
ser um bom "escravo", o macho deve ser
muito "homem" para ter a coragem de
assumir e viver seu nicho de prazer. Escravos
e submissos são homens de coragem pois,
sem perder sua masculinidade, entregam-se ao comando
e ao prazer da Dominadora. Qual a graça
de dominar um homem caído, entregue, sem
auto-estima?
16.A seção de comentários
conteve respostas variadas. Várias concordaram
que as expressões físicas de domínio
eram os métodos mais propícios para
manter um homem submisso. Tais expressões
físicas geralmente consistem em castigo
corporal ou algum tipo de servidão sexual.
"Eu não quero subestimar a importância
de uma boa surra; Eu administrei e continuo dando
surras bastante severas na bunda de meu marido
durante os anos de nossa convivência para
provar a ele que eu não hesitarei em usar
castigo corporal quando considerar isto necessário.
Mas sou de opinião de que mantendo o nariz
dele para minhas intimidades e a libido dele sempre
em alta, eu raramente preciso castigá-lo
em razão de falhas em seus deveres de submisso".
Concordo inteiramente com tais comentários.
Não é necessário inventar
motivos para castigar o homem submisso. Eles erram,
comentem equívocos em seu modo de atuar
na relação D/s, que nos deixam tranqüilas
quanto aos castigos a serem impostos. E isso ocorre
mesmo com os submissos mais assumidos, treinados
e dedicados. Mas a frase final é a mais
emblemática na manutenção
da relação de Dominação
Feminina heterossexual: manter o interesse sexual
do macho submisso e sua libido sempre em alta
é o melhor caminho para o progresso do
estilo de vida de Dominação Feminina,
num casal que, além de tudo, mantém
acesa a chama do amor que os une.
Gostei muito em ter participado desta enquête,
pois foi bastante útil para refletirmos
sobre nossas práticas, além de poder
compartilhar experiências com outras Dominadoras.
Espero que esta publicação seja
útil para o público do Desejo Secreto.
Até o próximo mês!
Senhora Helga Vany Freyja
Sublime Lady of the OWK
WOMEN OVER men