Charles Moser é um sujeito meio quixotesco.
Não pela aparência nem pela formação - um médico
PhD não pode ser considerada uma pessoa alienada
do mundo ou imbuída de propósitos ingênuos. Mas
ainda assim, ele se aproxima da figura de Dom Quixote
por causa da postura que assumiu frente a um tema
que nos diz respeito diretamente: a classificação
dos praticantes de BDSM como "doentes" - algo oficialmente
aceito no mundo todo (exceto, como lembra ele, na
Dinamarca). Moser é um lutador solitário contra
esta classificação. Todo seu trabalho - que inclui
livros e artigos científicos - se volta nesse sentido.
Por um motivo, como ele mesmo diz, muito simples:
não existem dados científicos que permitam classificar
sadismo, masoquismo e afins como doenças - tal classificação
é fruto puro e simples de preconceito. Desejo Secreto
bateu um papo com Charles Moser em agosto, quando
ele esteve aqui no Brasil. A entrevista você confere
nas próximas atualizações do site.