De acordo com o Manual de Diagnóstico
e Estatística de Doenças Mentais, o DSM-IV
(o livro texto que define sintomas, doenças,
síndromes psiquiátricas e transtornos psicológicos),
a característica essencial dos fenômenos dissociativos
é “uma perturbação nas funções habitualmente
integradas de consciência, memória, identidade
ou percepção do ambiente”.
O fenômeno conhecido
como “ subspace” é tb um estado
alterado de consciência que varia de pessoa
para pessoa, mas mantendo o denominador comum
de uma alteração importante na atenção. O/a
sub encontra-se imerso/a em sensações de tal
monta que o torna desligado de qualquer outra
coisa como tempo, ambiente, ou até identidade.
Outros desligam-se totalmente, entrando num
estado de transe sem consciência de suas ações,
experiências e do que lhes cerca. Em ambos os
casos fica claro que o subspace pode ser considerado
um tipo de fenômeno dissociativo. Entretanto,
pelo menos todos nós queremos pensar assim,
a natureza da mudança de consciência é diferente
daquela relacionada com traumas.
A dissociação traumática é uma
reação de defesa, um tipo de fuga de uma situação.
Começa como uma reação a eventos insuportáveis
mas pode tornar-se algo habitual e ser desencadeado
como resposta a um estimulo - o chamado
“gatilho emocional” que pode ser algo que simbolize
uma experiência traumática no passado. Não é
descrito como uma sensaçao agradável, além do
que, muito freqüentemente, a pessoa tem
uma amnésia em relação ao “gatilho” - e portanto
não sabe o que a deixou naquele estado.
Nesse sentido, o subspace, apesar
de ser uma reaçao dissociativa, é mais uma resposta
à uma estimulaçao intensa e pode estar relacionada,
mesmo que parcialmente, a alterações bioquímicas
(liberação de endorfinas, por exemplo), desencadeadas
por estimulação física e/ou emocional durante
uma cena .
É muito importante dar-se conta
que a implicação direta dessa situação, por
conceito, é que tendo alcançado este estado,
a pessoa envolvida não está mais apta para decidir
quando parar com a cena (o que não difere
do que você mesma se deu conta). O ideal é que
situações desse tipo só aconteçam entre parceiros
que se conheçam muitíssimo bem, pois só assim
poderá haver uma leitura correta da linguagem
corporal do parceiro em subspace.
Bibliografia :
Manual de Diagnóstico e Estatística
de Doenças Mentais
Henkin: Consensual Sadomasochism
Moser : Bound to be free
Dissociação (Master Yves)