Shinju
significa pérolas e é a palavra
japonesa para seios.
É,
também, por isso mesmo, o nome de uma
das formas mais básicas e sensuais do
bondage japonês. Pode ser feito de diversas
maneiras, dependendo do propósito com
que é feito, e pode ser usado por baixo
de roupas, criando com isso oportunidades incrivelmente
sensuais e sadomasoquistas.
O
shinju necessita de 3 pedaços de
cordas não muito longas.
Vamos
por etapas:
1.
Passe em volta do dorso de sua sub, logo abaixo
dos seios, o primeiro pedaço de corda.
Esta corda deve tocar os seios. Não aperte
muito, mas cuide para, a cada volta da corda,
apertar de maneira igual a anterior e, da mesma
forma, a próxima. Quando acabar de dar
as voltas, amarre as pontas desta corda com
um nó lá atrás, bem perto
da espinha, mas ao lado dela, e NÃO sobre
ela.
2.
Pegue a segunda corda e faça a mesma
coisa, só que comece envolvendo o dorso
na parte superior dos seios.
Não
está difícil, não é?
Olhe o seu trabalho. Já esta parecido
com o shibari das fotos que você costuma
ver, não é mesmo?
Vamos,
então, para a terceira e última
corda.
3.
Dobre esta corda ao meio e passe entre os seios,
por baixo daquela primeira, a que está
logo abaixo dos seios. Enrole a corda em si
mesma duas ou três vezes, passe uma das
pontas por baixo e a outra por cima da alça
que passa pela parte superior dos seios e leve,
em forma de "V",em direção aos
ombros e, depois, para as costas.
Chegando
lá, puxe os dois pedaços de cordas
o suficiente para levantar um pouco os seios
(lembre-se onde está ancorada esta corda)
e termine amarrando ambas as pontas em cada
lado da espinha, tendo o cuidado, novamente,
de não deixar que os nós se fixem
sobre ela.
O
shibari, que tem suas origens na Idade
Média, quando foi criado como uma técnica
de tortura, conserva regras que, como em outras
tantas torturas orientais, são as mesmas:
tempo e repetição. No moderno
bondage erótico oriental o tempo também
é um fator muito importante. Use o tempo...
com tempo. E dê tempo ao tempo para o
efeito do shinju se fazer sentir.
Esta
simples técnica de amarração
que acabamos de aprender cria uma certa tensão
erótica,
causada principalmente pelas cordas envolvendo
os seios e passando pelos ombros, além
dos nós, que estão colocados em
pontos conhecidamente sensíveis. Aos
poucos, quase que com a lentidão própria
do zen, os seios e os mamilos vão
ficando cada vez mais sensibilizados, chegando
a ponto da própria roupa ser um estímulo
demasiado forte para a sua submissa.
Você
está começando a descobrir por
qual motivo a combinação dos efeitos
já conhecidos do bondage ocidental, como
o poder e a vulnerabilidade, somados à
beleza, à estética e à
intensa massagem erótica causada pelas
cordas fazem do shibari uma arte apaixonante.