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TÉCNICAS DE "SPANKING"

Helga Vany Freyja


"Este é o primeiro texto de uma série que mostrará como utilizo as surras no treinamento e na punição do escravo, e também, é claro, para minha diversão e entretenimento. Como sempre ressalvo, essa é a minha maneira de atuar nestes casos. Não é a única, nem a mais certa, mas é a que sei e que quero transmitir a todas as pessoas que se interessam pelo BDSM".



Introdução:

Talvez o principal método para disciplina e treinamento, largamente usado na cultura ocidental e oriental, especialmente no século passado, o "spanking" , como aqui considerarei (*), pode ser empregado nas mais variadas formas e com diferentes instrumentos.

(*) - O termo "spanking" ou surra é usualmente empregado na literatura de língua inglesa apenas como o "bater nas nádegas com as palmas das mãos" ou, para algumas Dominadoras, também com cintos e "paddles". Outros termos como "whipping" (chicoteamento), "flogging" (açoitamento), "caning" (bater com varas de rattan ou de outros materiais), etc. referem-se ao uso de instrumentos específicos. No entanto, aqui, utilizarei o termo "spanking" ou surra, indiferentemente ao tipo de instrumento utilizado.

A escolha da forma e/ou do instrumento depende do sentido que a Dominadora queira dar ao evento: punição, treinamento próprio ou do escravo, ou simplesmente para demonstração. Neste último caso, demonstração, a plasticidade dos movimentos da Dominadora durante o "spanking", especialmente com o uso de chicotes e "flogs", torna esteticamente muito bonita a performance, para a observação das espectadoras(es). É o que ocorre, por exemplo, em alguns dos encontros entre Dominadoras de que participo, e nas festividades do OWK, onde Dominadoras do mundo inteiro demonstram suas habilidades no manejo de tais instrumentos.


Regras Gerais:

O local mais natural e seguro para ser alvo do "spanking" é o traseiro (nádegas) do escravo. Abaixo da pele daquela região, uma grossa camada de gordura protege os músculos e demais estruturas mais profundas.

As coxas também são um ótimo alvo, seja em sua face interna como na externa. Neste caso, especialmente na parte interna, a sensibilidade é maior. A região entre as coxas e as nádegas também constitui um excelente alvo, especialmente quando se quiser que o escravo traga, por mais alguns dias, a "recordação" do castigo, especialmente nos momentos em que ele se sentar.

Outra região que utilizo muito é a próxima dos mamilos do escravo, especialmente quando quero incrementar a punição já em curso com prendedores de mamilos ou com o "sutiã" de tachinhas. Neste caso, um instrumento que permita uma direção segura ao alvo é mais recomendável: além das próprias mãos, uso freqüentemente o chicote de montaria.

A face, a região posterior do tórax, o abdome e os genitais requerem alguns cuidados especiais que devem ser destacados em nome da segurança do "spanking".

A face deve ser usada apenas para os humilhantes "tapas na cara". Estes devem ser bem dosados quanto à intensidade e freqüência, para se evitar danos aos sensíveis órgãos dos sentidos aí localizados, e também nas pequenas alterações cumulativas que a repetição de golpes na face, especialmente os de intensidade forte, podem provocar no cérebro.

Obs.: deve-se também alertar que, dependendo da existência de defeitos anatômicos não sabidos - principalmente malformações vasculares no cérebro ou descolamento de retina - golpes fortes e repetidos na face poderão provocar acidentes mais graves e altamente indesejados. Portanto muito cuidado nessa região!

Sempre evite bater contra as superfícies ósseas com instrumentos rígidos (coluna vertebral, costelas, osso esterno, clavículas, ossos do quadril, osso do púbis, parte anterior das pernas e dorso das mãos e dos pés), pois assim poderão ser provocadas lesões na pele, tecido sub-cutâneo, periósteo (membrana que recobre os ossos) e até no próprio osso.

Evite também bater com instrumentos rígidos no tórax anterior e posterior e na região dos rins. Nestes casos, como já mencionei anteriormente, a região próxima aos mamilos (peitoral) pode receber golpes leves ou moderados com chicotes de montaria, varas ou "paddles". Dê preferência aos "flogs" quando optar por castigar seu escravo no tronco como um todo. Mesmo assim, procure evitar a região dos rins e a administração de golpes profundos na região do abdome.

Os genitais masculinos podem ser castigados com "flogs" ou chicotes próprios ("penis whips"), bem leves. Não bata com força, nem repetidamente, no membro ereto pois poderá provocar lesão grave nos tecidos responsáveis pela ereção (corpos esponjoso e cavernoso).
A região escrotal pode ser castigada com os chicotes próprios para os genitais. Entretanto, tenha o cuidado de prender os testículos, de modo que a pele do saco fique bem esticada, impedindo que haja um balanço muito intenso dos testículos quando receberem os golpes. Isso evita a possibilidade de torção desses órgãos.

Obs.: O castigo nos genitais será melhor desenvolvido em Lição específica (CB & T), em preparação.

Como palavra final, vale lembrar que a intensidade e a freqüência de quaisquer dos tipos de "spanking" tem que ser bem dosadas para evitar danos à pele e demais estruturas, especialmente músculos e ossos.

O uso de instrumentos rígidos, como a vara de rattan ou de acrílico, ou de chicotes ou "flogs" com pontas de metal ou outro material rígido, pode provocar ferimentos na pele, abrindo-a e expondo as camadas mais profundas ao contato com o meio ambiente. Nestes casos, o risco de infecção do ferimento é real. Portanto, se acontecer, lave bastante o local com água e sabão, e aplique pomadas anti-sépticas e/ou cicatrizantes. Se infeccionar, procure um profissional competente na área médica.

Caso haja a formação de equimoses (o local fica "roxo") ou hematomas (sangue "pisado"), use também pomadas específicas para esses casos. Para se minimizar ou mesmo evitar o aparecimento de equimoses ou hematomas, após um "spanking" pesado, é aconselhada a aplicação de compressas ou bolsas frias (bolsa de gelo) sobre o local. Caso tenha perguntas específicas sobre tais cuidados, escreva-me no endereço eletrônico mostrado no final desta página.

Obs.: Essas indicações que estou fazendo são fruto de Minha experiência pessoal, de pesquisas em outras publicações SM e de conversas com pessoas que praticam a Arte do "Spanking". Também procurei consultoria médica para Me sentir mais segura e habilitada em realizar esta técnica de punição.


O escravo:


Sempre que o escravo vai ser punido, mesmo nas demonstrações de técnicas, deixo-o inteiramente nu, exceto pelo uso da coleira. A única exceção é a utilização de um colete de couro que protege a região dos rins, quando do uso de chicotes longos tipo "bull whip".

Também exijo silêncio absoluto por parte dele, exceto quando mando contar o número de golpes que está recebendo, agradecendo por cada um deles, o que aumenta sua sensação de humilhação. É evidente que ele poderá falar, a qualquer momento, a palavra de segurança. Se o escravo for do tipo "barulhento", a mordaça é bem indicada (Neste caso a palavra de segurança é substituída por um sinal previamente combinado).

Pode-se também vedar os olhos e tapar seus ouvidos, de modo que o isolamento de outros sentidos permitirá que a mente do escravo esteja concentrada quase que exclusivamente nas sensações provocadas pelo "spanking", aumentando o componente psicológico do castigo.

As posições em que coloco o escravo dependem do tipo de castigo a ser empregado, do instrumento escolhido e das partes do corpo que escolhi como alvo. Descrevo tais posições nos itens por instrumento, nas páginas seguintes.

O escravo poderá ser amarrado a um gancho do teto, às barras de separação de membros, ao banco ou à mesa de castigos, para impedir movimentos indesejados, ou manter-se livre, mas com a ordem de estrita imobilidade, sob pena que, no caso de se mover, haja incremento do castigo que está sendo administrado.


Outros pontos básicos:

Informe ao escravo o tipo de castigo que será ministrado, com que instrumento e com que finalidade, salvo quando estou fazendo um jogo de adivinhação de instrumentos e de sua procedência. Muitas vezes deixo que o escravo "escolha" o tipo de chicote, de "paddle", etc., mas sempre entre duas e só duas opções.

A quantidade de golpes também deverá ser previamente conhecida pelo escravo, salvo se a punição for parte de um jogo de resistência ou de competição.

Também mando que o escravo repita, de tempos em tempos, o porque ele está sendo punido "Diga porque v. está apanhando?".

Quando o castigo deve ser administrado imediatamente após a falta cometida (geralmente tapas na cara e/ou surra na bunda com as mãos, chinelos ou "paddles"), sempre se acompanha de "broncas", mostrando o erro e o modo de como quero que seja o comportamento do escravo. Nesses casos, do castigo físico costumo mandar o escravo de castigo por alguns minutos em pé ou de joelhos num canto, face contra a parede e exposição ampla das nádegas vermelhas.



A seguir... "Spanking segundo o tipo de instrumento (1)"




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