"Este é o primeiro
texto de uma série que mostrará como utilizo
as surras no treinamento e na punição do escravo,
e também, é claro, para minha diversão e entretenimento.
Como sempre ressalvo, essa é a minha maneira
de atuar nestes casos. Não é a única, nem
a mais certa, mas é a que sei e que quero
transmitir a todas as pessoas que se interessam
pelo BDSM".
Introdução:
Talvez o principal método para disciplina e
treinamento, largamente usado na cultura ocidental
e oriental, especialmente no século passado,
o "spanking" , como aqui considerarei (*), pode
ser empregado nas mais variadas formas e com
diferentes instrumentos.
(*) - O termo "spanking" ou surra é usualmente
empregado na literatura de língua inglesa apenas
como o "bater nas nádegas com as palmas das
mãos" ou, para algumas Dominadoras, também com
cintos e "paddles". Outros termos como "whipping"
(chicoteamento), "flogging" (açoitamento), "caning"
(bater com varas de rattan ou de outros materiais),
etc. referem-se ao uso de instrumentos específicos.
No entanto, aqui, utilizarei o termo "spanking"
ou surra, indiferentemente ao tipo de instrumento
utilizado.
A escolha da forma e/ou do instrumento depende
do sentido que a Dominadora queira dar ao evento:
punição, treinamento próprio ou do escravo,
ou simplesmente para demonstração. Neste último
caso, demonstração, a plasticidade dos movimentos
da Dominadora durante o "spanking", especialmente
com o uso de chicotes e "flogs", torna esteticamente
muito bonita a performance, para a observação
das espectadoras(es). É o que ocorre, por exemplo,
em alguns dos encontros entre Dominadoras de
que participo, e nas festividades do OWK, onde
Dominadoras do mundo inteiro demonstram suas
habilidades no manejo de tais instrumentos.
Regras Gerais:
O local mais natural e seguro para ser alvo
do "spanking" é o traseiro (nádegas) do escravo.
Abaixo da pele daquela região, uma grossa camada
de gordura protege os músculos e demais estruturas
mais profundas.
As coxas também são um ótimo alvo, seja em sua
face interna como na

externa. Neste caso, especialmente na parte
interna, a sensibilidade é maior. A região entre
as coxas e as nádegas também constitui um excelente
alvo, especialmente quando se quiser que o escravo
traga, por mais alguns dias, a "recordação"
do castigo, especialmente nos momentos em que
ele se sentar.
Outra região que utilizo muito é a próxima dos
mamilos do escravo, especialmente quando quero
incrementar a punição já em curso com prendedores
de mamilos ou com o "sutiã" de tachinhas. Neste
caso, um instrumento que permita uma direção
segura ao alvo é mais recomendável: além das
próprias mãos, uso freqüentemente o chicote
de montaria.
A face, a região posterior do tórax, o abdome
e os genitais requerem alguns cuidados especiais
que devem ser destacados em nome da segurança
do "spanking".
A face deve ser usada apenas para os humilhantes
"tapas na cara". Estes devem ser bem dosados
quanto à intensidade e freqüência, para se evitar
danos aos sensíveis órgãos dos sentidos aí localizados,
e também nas pequenas alterações cumulativas
que a repetição de golpes na face, especialmente
os de intensidade forte, podem provocar no cérebro.
Obs.: deve-se também alertar que, dependendo
da existência de defeitos anatômicos não sabidos
- principalmente malformações vasculares no
cérebro ou descolamento de retina - golpes fortes
e repetidos na face poderão provocar acidentes
mais graves e altamente indesejados. Portanto
muito cuidado nessa região!
Sempre evite bater contra as superfícies
ósseas com instrumentos rígidos (coluna
vertebral, costelas, osso esterno, clavículas,
ossos do quadril, osso do púbis, parte anterior
das pernas e dorso das mãos e dos pés), pois
assim poderão ser provocadas lesões na pele,
tecido sub-cutâneo, periósteo (membrana que
recobre os ossos) e até no próprio osso.
Evite também bater com instrumentos rígidos
no tórax anterior e posterior e na região dos
rins. Nestes casos, como já mencionei anteriormente,
a região próxima aos mamilos (peitoral) pode
receber golpes leves ou moderados com chicotes
de montaria, varas ou "paddles". Dê preferência
aos "flogs" quando optar por castigar seu escravo
no tronco como um todo. Mesmo assim, procure
evitar a região dos rins e a administração de
golpes profundos na região do abdome.
Os genitais masculinos podem ser castigados
com "flogs" ou chicotes

próprios
("penis whips"), bem leves. Não bata com força,
nem repetidamente, no membro ereto pois poderá
provocar lesão grave nos tecidos responsáveis
pela ereção (corpos esponjoso e cavernoso).
A região escrotal pode ser castigada com os
chicotes próprios para os genitais. Entretanto,
tenha o cuidado de prender os testículos, de
modo que a pele do saco fique bem esticada,
impedindo que haja um balanço muito intenso
dos testículos quando receberem os golpes. Isso
evita a possibilidade de torção desses órgãos.
Obs.: O castigo nos genitais será melhor
desenvolvido em Lição específica (CB & T), em
preparação.
Como palavra final, vale lembrar que a intensidade
e a freqüência de quaisquer dos tipos de "
spanking"
tem que ser bem dosadas para evitar danos à
pele e demais estruturas, especialmente músculos
e ossos.
O uso de instrumentos rígidos, como a vara de
rattan ou de acrílico, ou de chicotes ou "flogs"
com pontas de metal ou outro material rígido,
pode provocar ferimentos na pele, abrindo-a
e expondo as camadas mais profundas ao contato
com o meio ambiente. Nestes casos, o risco de
infecção do ferimento é real. Portanto, se acontecer,
lave bastante o local com água e sabão, e aplique
pomadas anti-sépticas e/ou cicatrizantes. Se
infeccionar, procure um profissional competente
na área médica.
Caso haja a formação de equimoses (o local fica
"roxo") ou hematomas (sangue "pisado"), use
também pomadas específicas para esses casos.
Para se minimizar ou mesmo evitar o aparecimento
de equimoses ou hematomas, após um "
spanking"
pesado, é aconselhada a aplicação de compressas
ou bolsas frias (bolsa de gelo) sobre o local.
Caso tenha perguntas específicas sobre tais
cuidados, escreva-me no endereço eletrônico
mostrado no final desta página.
Obs.: Essas indicações que estou fazendo
são fruto de Minha experiência pessoal, de pesquisas
em outras publicações SM e de conversas com
pessoas que praticam a Arte do "Spanking". Também
procurei consultoria médica para Me sentir mais
segura e habilitada em realizar esta técnica
de punição.
O escravo:
Sempre que o escravo vai ser punido, mesmo nas
demonstrações de técnicas, deixo-o inteiramente
nu, exceto pelo uso da coleira. A única exceção
é a utilização de um colete de couro que protege
a região dos rins, quando do uso de chicotes
longos tipo "bull whip".
Também exijo silêncio absoluto por parte dele,
exceto quando mando contar o número de golpes
que está recebendo, agradecendo por cada um
deles, o que aumenta sua sensação de humilhação.
É evidente que ele poderá falar, a qualquer
momento, a palavra de segurança. Se o escravo
for do tipo "barulhento", a mordaça é bem indicada
(Neste caso a palavra

de
segurança é substituída por um sinal previamente
combinado).
Pode-se também vedar os olhos e tapar seus ouvidos,
de modo que o isolamento de outros sentidos
permitirá que a mente do escravo esteja concentrada
quase que exclusivamente nas sensações provocadas
pelo "spanking", aumentando o componente psicológico
do castigo.
As posições em que coloco o escravo dependem
do tipo de castigo a ser empregado, do instrumento
escolhido e das partes do corpo que escolhi
como alvo. Descrevo tais posições nos itens
por instrumento, nas páginas seguintes.
O escravo poderá ser amarrado a um gancho do
teto, às barras de separação de membros, ao
banco ou à mesa de castigos, para impedir movimentos
indesejados, ou manter-se livre, mas com a ordem
de estrita imobilidade, sob pena que, no caso
de se mover, haja incremento do castigo que
está sendo administrado.
Outros pontos básicos:
Informe ao escravo o tipo de castigo que será
ministrado, com que instrumento e com que finalidade,
salvo quando estou fazendo um jogo de adivinhação
de instrumentos e de sua procedência. Muitas
vezes deixo que o escravo "escolha" o tipo de
chicote, de "paddle", etc., mas sempre entre
duas e só duas opções.
A quantidade de golpes também deverá ser previamente
conhecida pelo escravo, salvo se a punição for
parte de um jogo de resistência ou de competição.
Também mando que o escravo repita, de tempos
em tempos, o porque ele está sendo punido
"Diga
porque v. está apanhando?".
Quando o castigo deve ser administrado imediatamente
após a falta cometida (geralmente tapas na cara
e/ou surra na bunda com as mãos, chinelos ou
"paddles"), sempre se acompanha de "broncas",
mostrando o erro e o modo de como quero que
seja o comportamento do escravo. Nesses casos,
do castigo físico costumo mandar o escravo de
castigo por alguns minutos em pé ou de joelhos
num canto, face contra a parede e exposição
ampla das nádegas vermelhas.