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2. Então, como saber em quem
confiar?
Como em
todo o tipo de relacionamento, não existe
outra forma de confiar a não ser conhecendo
a outra pessoa. E isto implica em dedicar tempo.
Portanto,
se você acredita que conhece o suficiente
alguém depois de uma ou duas semanas de convívio,
ou após uma série de trocas de e-mails,
além de estar completamente enganado(a),
está brincando com a própria sorte.
Caso tenha
em mente um relacionamento duradouro, o que se pode
recomendar são os mesmo hábitos que
envolvem os de uma relação convencional.
Ou seja, aquelas velhas e gostosas maneiras de investir
seu tempo em descobrir o outro que, de alguma forma,
despertou seu interesse: ir ao cinema, praia, teatro,
shopping, jantar. Em suma, atividades sociais que
qualquer pessoa interessada em uma amizade ou relacionamento
faz no mundo inteiro.
Você
precisará despender tempo no cotidiano da
vida real. Apesar de hoje em dia ser possível
se fazer inúmeras coisas virtualmente, conhecer
os segredos da alma de outra pessoa continua sendo
uma vantagem da relação olhos nos
olhos, ação/reação,
que só a vida real oferece.
Observe
que a única diferença entre um relacionamento
D/s e os outros relacionamentos interpessoais é
o "tempero" SM.
Mesmo
que sua opção seja uma companhia passageira,
insisto na recomendação de que você
faça todo o possível para saber com
quem realmente você está saindo. Até
uma mera conquista fica mais interessante quando
temos o tempo a nosso favor.
Um bom
tempo para você perceber o outro deve girar
algo em torno de três meses, mas você
descobrirá seu próprio tempo, seja
um pouco mais ou um pouco menos.
Este
tempo oferece a oportunidade de você ver o
outro em uma série de circunstâncias.
E se durante este tempo eu descubro que, por exemplo,
fulano é dissimulado, tem conceitos ou opiniões
muito divergentes de mim dentro do BDSM, ou que
não fala a verdade sobre as coisas, é
irresponsável ou direciona as coisas e elabora
jogadas para alcançar exclusivamente seus
"objetivos", ou qualquer outra característica
que me desagrada, isto tornará essa pessoa
um companheiro incompatível. Para mim, os
encontros terminarão e eu não estarei
comprometida, emocionalmente desgastada ou me arriscando
à toa.
Pode
parecer um processo lento, mas todas as recompensas
serão provenientes deste processo de investimento
de tempo. E quando se sentir pronto(a) para assumir
um compromisso com um submisso ou dominador, um
Mestre ou escravo, permanente, estará certo(a)
que conhece realmente aquela pessoa. Saberá
reagir às situações, terá
sensibilidade para reconhecer e desenvolver códigos,
compreender ou intuir melhor como a mente do seu
parceiro funciona; e, com todos estes aspectos a
relação só tende a crescer.
E por
outro lado, um(a) submisso(a) terá bases
firmes para depositar maiores doses de confiança
em seu(sua) dominador(a) e menores chances de decepções.
Ao observar
o outro, também estamos nos observando. É
através do outro que descobrimos quem somos.
Veja um
exemplo: se um(a) determinado(a) dominador(a) tem
um comportamento em sua vida diária em que
é capaz de demonstrar equilíbrio,
sentir-se confortável nas diversas situações
cotidianas e/ou que tem uma posição
de domínio em seu mundo real, isso será
altamente tranqüilizador para um(a) submisso(a),
aumentará a confiança e a credibilidade
nele. Por outro lado, se houver um(a) submisso(a)
que esteja apenas procurando viver uma aventura,
ou viver seus fetiches 24 horas por dia, logo perceberá
que você não é o(a) dominador(a)
que ele(a) procura.
Enumeramos
algumas regrinhas simples e objetivas que não
devem ser deixadas de lado:
- Tenha
certeza de ter o telefone da casa e do trabalho
do(a) parceiro(a);
- Certifique-se
de ter pelo menos uma pessoa de sua confiança
sabendo que você irá a um encontro;
- Deixe
que seu parceiro saiba que outras pessoas estão
sabendo de seu relacionamento e/ou encontro;
- Se possível,
evite que situações íntimas
já se desenrolem no primeiro encontro.
(Continua
na próxima semana)
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